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Por que a aprendizagem socioemocional precisa estar nas escolas?

O Colégio Madre Paula Montalt oferece aprendizagem socioemocional através da parceria feita com o Programa Semente. Para que você possa entender o porquê é necessário a aprendizagem socioemocional na escola, separamos o texto do professor, médico psiquiatra e criador do Programa, Celso Lopes de Souza.

Por que a aprendizagem socioemocional precisa estar nas escolas?

Entrar no mercado de trabalho, prosseguir os estudos, exercer a cidadania. Há um consenso, entre os especialistas, de que os 12 anos de Educação Básica devem preparar os jovens para esses três desafios.

Além disso, todos querem que suas filhas e seus filhos sejam realizados pessoal e profissionalmente.

De que adianta saber falar sobre biodiversidade, reciclagem de lixo, democracia, combustíveis renováveis, se a pessoa não é capaz de gerir emoções, de criar empatia ou de tomar decisões responsáveis?

Essas habilidades, essenciais no século XXI, que formam o que chamamos de aprendizagem socioemocional, são valorizadas há muitos anos nos Estados Unidos e na Europa, mas ainda não são desenvolvidas, de maneira estruturada, em muitas das escolas brasileiras.

Talvez exista a crença de que essas habilidades são inatas, como se fossem dons, com os quais a pessoa é simplesmente premiada. Ocorre que as coisas não funcionam assim. É possível desenvolver essas habilidades, ensinando crianças e jovens a debater com respeito, a ter autocontrole, a compreender a diversidade cultural, a traçar objetivos, a cumprir metas, a trabalhar em grupo, da mesma forma que ensinamos conteúdos de Química, Sociologia, Geometria, Filosofia, Física, Artes ou Redação. E isso vale para todas as pessoas.

Não parece sensato, num momento em que discutimos como deve ser a escola do século XXI, que o debate continue a ser feito apenas a partir dos currículos tradicionais. É hora de pensar “fora da caixa”, para usar uma metáfora popular. Os resultados expressivos que programas de aprendizagem socioemocional têm obtido fora do Brasil indicam que as saídas para a Educação Básica podem não estar apenas onde imaginamos. Temos uma enorme oportunidade de, escutando as evidências científicas, pensar em soluções menos convencionais e contribuir de maneira mais efetiva para o projeto de vida de nossas crianças e jovens.

Por Celso Lopes de Souza: professor, médico psiquiatra e criador do Programa Semente.

Fonte: Programa Semente