É só começarmos a falar sobre piolho, que parece que a cabeça já começa a coçar, não é mesmo?

Você sabia que é principalmente nas mudanças de estações, que ocorre o maior número de casos de Pediculose?! E o lugar preferido dos piolhos são as cabecinhas das crianças, porém adolescentes e adultos também não estão livres dessa infestação.

A pediculose é uma doença provocada pela infestação de Pediculus humanus capitis (piolho) e lêndeas (ovo do piolho) no couro cabeludo, um parasita comum que acomete preferencialmente as crianças em idade escolar.

Existe ainda a pediculose do corpo e a pediculose pubiana, porém nossa intenção nesta publicação será discorrer sobre a pediculose no couro cabeludo que acomete as crianças.

O PIOLHO:

O piolho do couro cabeludo (Pediculus humanus capitis) é um inseto que se alimenta do sangue das pessoas e reproduz-se com rapidez. Transmitido de uma pessoa para outra, ele se instala (não voa ou pula) no folículo piloso, ou seja, na base do cabelo, onde deposita seus ovos, as lêndeas, fáceis de serem reconhecidas e que se diferem da caspa porque ficam grudadas no pelo.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO:

O período de incubação dura de 8 a 10 dias. A infestação ocorre mais em crianças, principalmente nas que frequentam escolas e estão em contato com outras crianças.

Ao contrário do que muitos pensam, a doença não está relacionada com a falta de higiene e baixo nível socioeconômico.

Vale lembrar que o piolho pode afetar o psicológico do paciente, que se sente envergonhado perto de outras pessoas. Além disso, o estresse causado pela coceira pode atrapalhar o rendimento em atividades escolares e do trabalho.

Para a prevenção, é necessário evitar contato com pessoas que estejam com piolho ou em tratamento, além de ser importante utilizar o pente-fino diariamente, dessa maneira evita-se que piolhos se reproduzam, protegendo-se de possíveis infecções.

OS SINTOMAS:
  • Coceira intensa no couro cabeludo; geralmente inicia-se atrás da orelha ou na região da nuca;
  • Feridas causadas pelo ato de coçar; em casos graves, pode haver infecção do local atingido, sendo necessária uma avaliação médica mais criteriosa.
  •  Marcas visíveis deixadas pelas picadas do inseto;
O TRATAMENTO:

O tratamento da pediculose baseia-se na retirada das lêndeas e morte dos piolhos.

É feito à base de inseticidas piretroides de uso local. A aplicação deve ser repetida de sete a dez dias depois, para atacar os ovos que ainda não haviam eclodido na fase inicial do tratamento. É importante que nas escolas, sem exceção, os alunos que estiveram em contato com a criança afetada sejam observados atentamente pela família e tratados, caso seja necessário.

O kit de tratamento tópico já vem com pente fino para remover as lêndeas mortas. Já existem medicamentos por via oral contra a pediculose.

AS RECOMENDAÇÕES:
  •  Examine com frequência a cabeça das crianças;
  • Troque e lave com regularidade a roupa de uso pessoal e a de cama dos portadores de pediculose. O mesmo deve ser feito com a roupa de todas as pessoas que moram na mesma casa;
  •  Instrua as crianças para não usarem escovas de cabelo, pentes, tiaras, presilhas ou bonés dos colegas de escola;
  • Constatada a presença do piolho na criança, o bom senso alerta para que enquanto estiver em tratamento, evite o contato com outras crianças, preservando uma possível infestação.

 

 

Fontes:
Drauzio Varella
– Escola Kids Uol
 Creche Segura